<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR">
	<id>https://area31.net.br/wiki/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Porteiro_do_Puteiro</id>
	<title>Porteiro do Puteiro - Histórico de revisão</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://area31.net.br/wiki/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Porteiro_do_Puteiro"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://area31.net.br/wiki/index.php?title=Porteiro_do_Puteiro&amp;action=history"/>
	<updated>2026-06-14T11:01:05Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.45.1</generator>
	<entry>
		<id>https://area31.net.br/wiki/index.php?title=Porteiro_do_Puteiro&amp;diff=2588&amp;oldid=prev</id>
		<title>Coffnix: Criou página com &#039;Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.  Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?  O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, nã...&#039;</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://area31.net.br/wiki/index.php?title=Porteiro_do_Puteiro&amp;diff=2588&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2015-01-23T13:33:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.  Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?  O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, nã...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao porteiro disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se é assim, está bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Façamos um trato – disse o vizinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltou a montar na sua mula e viajou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que lhe parece?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E após foram os pregos e os parafusos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa história é verídica, e refere-se a um grande industrial chamado… Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As adversidades podem ser bênçãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As crises estão cheias de oportunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Humor]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Coffnix</name></author>
	</entry>
</feed>